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Atividade28 jul 2026

Terceiro workshop de campo reúne 60 pessoas no Pátio do Terço

O único percurso aberto ao público geral aconteceu com intérprete de Libras e audiodescrição ao vivo, e terminou com nove pontos novos propostos pelos próprios participantes.

foto de capa · público no Pátio do Terço com intérprete de Libras

A saída estava marcada para as nove da manhã de um sábado, e às oito e quarenta já havia fila na inscrição. Dos três workshops de campo previstos no projeto, este era o único aberto ao público geral — os dois primeiros foram dirigidos a professores da rede e a profissionais de museus e patrimônio. A diferença ficou clara na composição do grupo: moradores do bairro, estudantes de licenciatura, guias de turismo, duas famílias com crianças e um grupo de sete pessoas surdas que chegou junto.

O percurso seguiu a rota Cais do porto negreiro ao Pátio do Terço, doze pontos ao longo de dois quilômetros. A cada parada, a mediação era feita em três camadas simultâneas: a fala da pesquisadora, a interpretação em Libras e a audiodescrição transmitida por rádio-receptor para quem estava com fone. Não é um arranjo simples de operar em rua movimentada, e valeu como teste real do que o projeto defende no papel.

A parte final da atividade foi de registro. Em duplas, os participantes usaram o aplicativo para propor pontos que não estavam no mapa — e apareceram nove propostas: uma antiga casa de farinha, dois sobrados de aluguel coletivo, a esquina onde funcionava uma barbearia que servia de ponto de encontro sindical, e mais cinco endereços ligados a memória de trabalho e fé. Todas entram agora na fila de curadoria, com checagem de fonte antes de irem ao ar.

Duas coisas ficaram anotadas para os próximos percursos. A primeira é de infraestrutura: a audiodescrição por rádio exige um ponto de silêncio a cada parada, e três das doze paradas eram barulhentas demais. A segunda é de conteúdo: o interesse do público geral se concentrou menos na arquitetura e mais nas histórias de trabalho e de vizinhança, o que sugere reequilibrar o roteiro na próxima versão.

Passo por essa esquina desde criança e nunca soube que ali funcionava um mercado de gente. Isso deveria estar escrito na parede.

Participante, moradora da Rua do Bom Jesus

Registro fotográfico

6 imagens · acervo do projeto
grupo em travessia da Av. Marquês de Olinda
A caminhada em bloco, com a intérprete posicionada à frente para manter contato visual.
rádio-receptor de audiodescrição
Equipamento distribuído na inscrição.
mediação em Libras na terceira parada
Parada no antigo armazém 9.
dupla registrando ponto no app
Etapa de registro colaborativo.
roda de encerramento
Avaliação coletiva ao final do percurso.
Pátio do Terço ao fim da manhã
Ponto final da rota, onde o grupo se dispersou.
Próximo passo

Quer fazer esse percurso com sua turma?

A rota está aberta no site e no aplicativo, com roteiro para uso em sala de aula.