Educação ubíqua
A aula acontece na calçada e continua no celular: o mesmo ponto tem camada de campo e camada de estudo, antes e depois da visita.
O Gnomon localiza patrimônios históricos e espaços de cultura no mapa e abre cada ponto em texto, imagem, vídeo e áudio — com audiodescrição e curadoria feita junto com quem vive o território.
Android e iOS · sem cadastro para navegar · conteúdo em licença aberta
Patrimônio não é o que sobrou do passado. É o que alguém teve poder de escolher preservar.
Toda lista de bens tombados é resultado de uma disputa — sobre quem conta a história, o que merece uma placa e o que pode desaparecer sem registro. Em Pernambuco, essa disputa deixou de fora a maior parte das memórias afro-brasileiras e indígenas.
O Bairro do Recife é o caso mais evidente: o antigo porto negreiro, os terreiros e os territórios de trabalhadores dividem o mesmo quilômetro quadrado com o patrimônio oficialmente narrado — e quase nenhum deles está sinalizado.
A aula acontece na calçada e continua no celular: o mesmo ponto tem camada de campo e camada de estudo, antes e depois da visita.
Moradores, mestres de cultura e educadores propõem e revisam pontos. O acervo cresce por quem vive o lugar, não só por especialistas.
App, rotas, ebooks e curso são gratuitos e de licença aberta — financiamento público significa material que a escola pode usar e reproduzir.
Audiodescrição nos pontos do acervo; oficinas presenciais com intérprete de Libras. Nenhum conteúdo depende de um único sentido.
O professor não recebe só uma ferramenta: recebe percurso formativo, planos de aula e uma rede de colegas que seguem produzindo depois do curso.
O Gnomon foi construído ao longo dos anos em pesquisa universitária e passou boa parte desse tempo sem verba para crescer. Em 2026, o projeto Recife em Trama assumiu o aplicativo com financiamento do Funcultura Patrimônio Cultural e uma pauta explícita: curadoria de patrimônios invisibilizados, combate ao racismo e formação de educadores.
O único percurso aberto ao público geral aconteceu com intérprete de Libras e audiodescrição ao vivo, e registrou nove pontos novos propostos pelos próprios participantes.
O caderno metodológico e a publicação de curadoria vão para diagramação, com versão em texto acessível prevista para o lançamento.
Vinte e quatro horas de formação gratuita em Educação Patrimonial e ERER, com certificado e planos de aula prontos para o semestre.